CACHAÇA ARTESANAL MINEIRA

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Nossa História

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COMO TUDO COMEÇOU

 

Em junho de 2007 Haroldo Narciso e seu irmão Toni começaram o projeto de retomada na produção de uma bebida cuja história eles conheciam desde muito cedo. Era uma cachaça produzida pela família a gerações e descontinuada por seus avós, o último registro que tínham era por volta de 1910, quando sua bisavó Maria Porcina de Jesus, conhecida como Maria do Curral Velho ainda produzia cachaça em Rio Pardo, no norte de Minas Gerais.

 

Rio Pardo faz fronteira com Mato Verde, cidade em que nasceram e onde herdaram um sítio. Foram até lá onde tudo começou e fizeram uma extensa pesquisa sobre as variedades de Cana mais utilizadas na região para produção de cachaça naquele período. Estudaram os novos conceitos implementados na escola mineira de cachaça e os equipamentos mais adequados aos padrões atuais.

 

As coisas começaram a se organizar e a idéia era retomar o rito ancestral da família, aproveitando o período de seca dos meses juninos na roça para fazer a safra da Cana virar o famoso destilado brasileiro. Decidiram então dividir a operação em duas frentes, a produção no Engenho Serra Geral ficaria sob a administração do Toni e a padronização, envelhecimento e o engarrafamento ficariam a cargo do Haroldo e do Ailton Narciso, o irmão do meio, que tocariam a Famigerada em São Paulo. Assim o projeto teve início e sua execução, começando pela Cana.

 

Variedade rara nos tempos atuais, a Cana Java era a mais cultivada pelos antigos moradores da região norte de Minas e a mais doce e produtiva. Após dias de procura sem sucesso em vários pontos da Serra Geral, foram encontrá-la no quintal da casa onde nascera sua mãe Dona Geralda Pereira Dias, em 1923. O morador da vila do Bonfim (Seu Alípio), que os guiou e, ciente de suas origens, ao chegar no canavial apontou as ruínas da casa na fazenda São Nicássio, nome que lhes era familiar pelos relatos que sua mãe fazia da infância na casa do avô Ventura (Boaventura Pereira). A fazenda já não pertence à família, mas ali naqueles Gerais perceberam que seus avós e mãe, já falecidos, os guiavam em sua empreitada.

 

Cana plantada era hora de afinar o projeto da construção e já fazíam, inclusive, o registro de marca e logotipo. Processo aberto e protocolado no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) com o nome "Famigerada" que era um termo muito usado em noticiários referindo-se a tudo que era ruim: o famigerado bandido "tal", a famigerada "inflação" enfim, tudo que era ruim e malvado nos noticiários, era Famigerado mas na verdade, famigerado é tudo aquilo que é celebrizado e incontestável.

 

Segue relato do Haroldo sobre a escolha do nome:

"Fui ter a real noção do significado desse nome ao ler o conto do João Guimarães Rosa publicado no livro Primeiras Estórias de 1962. No conto, um antigo jagunço lá da nossa região pergunta a um doutor letrado o significado daquele nome estranho buscando saber se o sujeito que o chamou dessa forma tencionava ofendê-lo, ao que o doutor responde que famigerado é célebre, notório e de larga fama, ou seja, aquela ou aquele que é muito conhecido. Aliás, no conto, o Jagunço não sabendo pronunciar perfeitamente a palavra comete alguns equivocos e num desses erros gramaticais ele diz algo como Família-Gerada, daí pensei em minha mãe Geralda e seus filhos, ou seja, a Familía da Geralda que volta a produzir a sua cachaça."

 

E assim essa história teve início...

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